- Introdução e planejamento
- Reykjavík e Blue Lagoon
- Golden Circle (Geysir, Gulfoss, e Þingvellir)
- Norte (Mývatn, Krafla, e Dettifoss) e Eastfjords
- Sul (Jökulsárlón, Vík, Skógafoss)
- Razões para voltar
É comum ouvirmos pessoas planejando “road trips” pelos EUA (o que remete a famosa Route 66), mas em termos de paisagens, a Ring Road talvez seja ainda mais interessante. O seguinte trecho da Ring Road de aproximadamente 980km fizemos em 2 dias completos e intensos:
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Partimos cedo de Reykjavík, pois teríamos na primeira “perna” cerca de 500km. Relembrando, esta parte foi a “road trip” na Islândia onde a idéia era conhecer a estrada e os principais pontos de interesse, parando para tirar fotos, e eventualmente vilarejos no caminho.
Aproximadamente 70km ao norte de Reykjavík está a pequena Borgarnes, e, depois de Borgarnes, passamos por umas vilinhas, por umas fazendas, às vezes com uma igreja, e passamos por muito chão… Foram cerca de 325km até chegarmos ao que podemos chamar de cidade.




Akureyri, que está a cerca de 315km de Borgarnes e 385 da capital, é a quarta maior cidade da Islândia com pouco mais de 17 mil habitantes. Muitos turistas utilizam a cidade como base para explorar a região do lago Myvátn e Dettifoss (mais adiante), dado que apesar de pequena a cidade conta com bons restaurantes e uma “vida urbana” que não há nas redondezas. O Rúntur em Akyreyri, distinto do da capital onde as pessoas saem para beber como se não houvesse o dia seguinte, é na verdade uma procissão de carros, onde jovens adultos ficam dando voltas a 5km/h buzinando e gritando feito loucos.
Mas não ficamos para presenciar esta excentricidade, e demos uma volta rápida por Akureyri onde almoçamos rapidamente e abastacemos o carro. Partimos então para o lago Myvátn.

Myvátn e Krafla
O lago Myvátn está localizado em uma área de atividade vulcânica, e em seus arredores as principais atrações há uma séries de pontos de interesse que vão desde o próprio lago, piscinas geotérmicas, cratéras vulcânicas (entre elas Cratera Viti em Krafla e Hverfjall), pequenas cachoeiras e a área de atividade geotérmica Námaskarð.
Ao chegarmos na região, fomos direto para Krafla, onde queríamos ver a cratera do vulcão que no verão está cheia de águas esverdeadas, mas no inverno fica coberta de neve. Na chegada há uma usina geotérmica que aproveita a atividade vulcânica para gerar eletricidade, e como estávamos com um 4×4 achávamos que conseguiríamos chegar sem problema, mas no caminho encontramos 2 americanos atolados na neve. Pensamos: “tolinhos, eles acham que com um carro compacto vão chegar lá?” oferecemos carona a eles e tentamos seguir em frente, quando logo depois fomos nós que atolamos, quase quebramos um “poste amarelo” e o carro ficou no limite da estrada. Cuidado ao dirigir nestas condições!!!

Alguns instantes depois chegaram alguns funcionários da usina com um super jipe e resgataram os dois carros. Disseram-nos que ocorre várias vezes por dia, como eles foram super gentis eu nem perguntei a razão de não deixarem um aviso. Deixamos o carro em local seguro mais abaixo e seguimos à pé até a a cratera Vití, onde encontramos a cratera toda coberta de neve.

Apesar de interessante, deve ser muito mais interessante vêla assim.
Depois de Krafla, voltamos ao lago Myvátn, onde apreciamos a cratera Hverfjall, e o próprio lago onde pegamos um por-do-sol espetacular.








Vimos um simpático cavalo inslandês “pastando” à beira do lago:

Dormimos esta noite em Reykjahlíð, cidade de 300 habitantes na beira do lago, onde ficamos no hotel Reynihlið, onde há um bom restaurante e acomodações bem satisfatórias. Outra opção mais em conta que vimos por lá é a Dimmuborgir Guesthouse, mas preferimos ficar no Reynihlið por conta do restaurante.
Dettifoss
A mais poderosa cachoeira da Europa, Dettifoss é de difícil acesso no inverno dado que as pequenas estradas que ligam a Ring Road a ela ficam cobertas por neve. Estávamos com um 4×4, mas depois do que aconteceu no dia anterior em Krafla, resolvemos nem arriscar e contratamos os serviços do simpático Sigurdur Erlingsson da Saga Travel para nos levar até lá com um jipe mais parrudo.


A primeira parada deste dia foi em Námaskarð para observarmos a atividade geotérmica, há vários fumarolas e “mud pits“. O vapor da água se congela formando estas “estalaquitites” interessantes.


Na saída da Ring Road, a indicação de que as condições estariam punk. E já no início do trecho nevado vimos pegadas na neve da raposa-do-ártico:



Foram cerca de 28km em uma estrada que muitas vezes não era mais estrada de tanta neve. Por conta de tanta neve e da posição do sol (era cerca de 7:30 da manhã), fotos boas eram garantidas. Parada para esvaziar um pouco o pneu para a tração com a neve aumentar, e seguimos em frente.


E depois de tanto esforço, finalmente chegamos nela
:





E bem próximo da Dettifoss, está a “mais pequena” está a Selfoss (não confundir com a cidade de mesmo nome que fica próxima a Reykjavík):


Uma “road trip” sem dar “chabu” não é uma viagem completa, e mesmo com um jipe mais parrudo e um motorista experiente, tivemos um problema e precisamos chamar o “resgate”. Como os Islandeses são eficientes e há sinal de celular em todo canto, perdemos apenas 30 minutos do tempo planejado!


Muita gente combina com a Dettifoss o passeio para Ásbyrgi que fica 30km ao norte de Dettifoss. Não recomendo no inverno dadas as condições das estradas.
Eastfjords
Saindo de Dettifoss, seguimos para leste pela Ring Road em direção aos Eastfjords (Austurland), e quando achávamos que já havíamos superado os obstáculos do dia, nos deparamos com a parte menos movimentada da Ring Road que ficava em vários trechos coberto de neve, mas que depois de cerca de 100km as condições melhoraram :





Ao chegarmos em Egilsstaðir, saímos da Ring Road e tomamos a estrada 92 com direção aos Fjords da costa leste. Não se assuste com o tamanho dos nomes das cidades, apenas os nomes são intermináveis
.


Imagina um lugar bonito! Imaginou?



Dirigir pelos Eastfjords é uma experiência incrível, com paisagens de cair o queixo. Mas também é interessante observar os animais nas fazendas das regiões: cavalos, renas, e ovelhas (que ficavam nos observando
).




No final da tarde, já quase perto de Höfn - que seria nossa base – a neve já estava derretida e a estrada já em melhores condições. A iluminação estava ótima para capturar bem aqueles momentos.





Chegando em Höfn, fizemos um pequeno reconhecimendo de território e optamos por dormir no Hotel Höfn, que nos parece ser o melhor da pequena vila de pescadores. Ficaria novamente sem pestanejar no mesmo hotel.