Um passeio por DUMBO/Brooklyn

Não, não estou falando do simpático elefantinho da Disney, mas do da vizinhança no Brooklyn chamada de Down Under the Manhattan Bridge Overpass (ou simplesmente DUMBO).

Chega-se facilmente pelas linhas A ou C (estação High St), e F (estação York St) do metrô, mas também pode-se chegar de ônibus, à pé, ou de ferry. Mas um passeio bacana para se fazer em um período do dia (Se for explorar as várias galerias de DUMBO leva-se mais tempo) é o seguinte (possível também fazer da forma reversa):


View Larger Map

Iniciando pela famosa Brooklyn Bridge, pode-se observar o sul de Manhattan, a Manhattan Bridge, as partes próximas do Brooklyn, o recém finalizado New York by Gehry e em dias claros também a Miss Liberty. Claro que também veremos a própria ponte dela mesmo :D .

Ao terminar o passeio pela ponte (cuidado com os ciclistas e respeite a passagem (afinal você não é dono da ponte ;) ) basta descer a Washington street, que logo terá vistas lindas da Manhattan Bridge com o Empire State Building no fundo (sim é o vulto no vão inferior da Manhattan Bridge na primeira foto abaixo). Na esquina da Washington St com a Plymouth St está localizada a Smack Mellon (Ponto B) que é uma galeria onde quse sempre excelentes trabalhos estão sendo exibidos (é uma galeria, você não paga para entrar). Também nesta esquina, pode-se tirar umas fotos interessantes da Brooklyn Bridge.

Em sequida, o Brooklyn Bridge Park, irá fazer muita gente ficar com a bouca aberta, soltar vários WOWs, e entender a razão de tantos locais irem nos fins de semana fazerem picnics com suas famílias neste pequeno parque (Ponto C).

Na sequência, seguindo em direção à Brooklyn Bridge por apenas $2, crianças de qualquer idade irão se divertir muito:

O Jane’s Carousel, é um carrossel que data de 1922, tem vistas privilegiadas de Manhattan e está em perfeito estado. Sua história (em inglês) está aqui.

Ninguém é de ferro, e saco vazio não para em pé, e depois deste passeio, repor um pouco das energias é uma boa idéia. Diz a lenda que a Pizzaria Grimaldi’s (Ponto D) era uma das favoritas do imortal Frank Sinatra (inclusive está no site deles). Porém, chegue cedo (uns 15 minutos antes deles abrirem) pois é muito comum haver filas grandes, e lembre-se que eles aceitam somente ca$h.

A fila está grande? Calma, respire fundo, volte para a Water St, vire a direita e vá para a Ignazios Pizza (que inclusive tem pizzas melhores), onde também aceitam somente ca$h. Nenhuma delas tem a melhor pizza de New York (por equanto a minha favorita é a Co – pronuncia-se Company – em Chelsea).

Terminando a refeição a sobremesa pode ser no Brooklyn Ice Cream Factory, logo antes de se tomar o Ferry ($4 – Ponto E no mapa) que vai para Manhattan (Em midtown, chega-se na 34/35 após algumas paradas por Brooklyn e Williamsburg). Do ferry pode-se ver o lindo skyline de Manhattan e vistas das pontes que a interligam às ilhas vizinhas.

Tem um pouco mais de tempo ou quer explorar mais o Brooklyn? Em Vinegar Hill (que fica ao lado de DUMBO) há ótimos cafés, lojinhas, e mais galerias. É possível também ir até o Dekalb Market na divisa de Fort Greene e Downtown Brooklyn.

 É apenas o início do descobrimento do Brooklyn!

Mais informações sobre o que está acontecendo em DUMBO, aqui.

Islândia – Razões para voltar

  1. Introdução e planejamento
  2. Reykjavík e Blue Lagoon
  3. Golden Circle (Geysir, Gulfoss, e Þingvellir)
  4. Norte (Mývatn, Krafla, e Dettifoss) e Eastfjords
  5. Sul (Jökulsárlón, Vík, Skógafoss)
  6. Razões para voltar

Infelizmente, as mesmas nuvens que nos “atrapalharam” em algumas partes de nossa aventura Viking, também atrapalharam na observação da Aurora Boreal. Em dois dias a atividade estava intensa, mas o céu nublado, assim não foi desta vez :( .

Quer entender como ocorrem as Auroras? No excelente blog Gabriel Quer Viajar, há este post aqui com tudo explicado. O Gabriel também mostrou o encontro de dois fenômenos aqui. Tá com preguiça de ler (recomendo muito o blog dele)? O vídeo abaixo já dá uma explicada básica do fenômeno:

Mas com ou sem Aurora Boreal, há muito o que fazer. E claro, no verão o Sol da meia-noite é também uma experiência “exótica”.

O país do fogo e do gelo é um país completamente distinto no inverno e verão. As paisagens mudam completamente nos meses “quentes”, ficando verdes, as cachoeiras mais caudalosas e os acessos não tão complicados. Nestes meses mais quentes conseguiriamos chegar até alguns pontos como Landmannalaugar, ver as águas verdes azuladas das nas caldeiras de vulcões como o da região de Krafla ou Kerið.

Voltar para Jökülsárlon para ver a lagoa em um dia de céu azul. E depois de visitar a linda lagoa glacial, ir até Skaftafell para visitar as cavernas de cristal.

Se nada disto convenceu que a Islândia é um país para se visitar, talvez os tours 360 graus daqui seja o que estava faltando.

Finalmente, faltou o Runtur, ver uma ópera no Harpa (que estava ainda em construção), e refazer meu estoque de Skyr:

Brincadeira, o Skyr eu consigo no Whole Foods aqui em Nova Iorque. ;)

Apesar da pequena população, a cena musical Islandesa é intensa e vai muito além da excepcional Björk. Recomendo Sigur Rós:

Mas a verdade é que vai além de Sigur Rós:

O vídeo acima é bem longo (30 minutos) se não tiver paciência o início e os últimos 5 minutos são os mais interessantes.

Um dia volto lá e arrasto a co-pilota! :D

Valeu pela viagem Dr!

Islândia – Sul

  1. Introdução e planejamento
  2. Reykjavík e Blue Lagoon
  3. Golden Circle (Geysir, Gulfoss, e Þingvellir)
  4. Norte (Mývatn, Krafla, e Dettifoss) e Eastfjords
  5. Sul (Jökulsárlón, Vík, Skógafoss)
  6. Razões para voltar


View Larger Map

Depois da noite em Höfn, partimos para mais 485km no último dia de nossa “road trip” pela da Ring Road. O primeiro destino era em uma fazenda próxima, pois tínhamos na noite anterior agendado um passeio de 2 horas de snowmobile em Vatnajökull a maior geleira da Islândia. Porém já no caminho vimos que o tempo nublado não ajudaria, e, chegando lá realmente fomos informados que as condições climáticas não permitiriam o passeio :( . Fomos então direto para o que seria a segunda parada do dia.


View Larger Map


Jökulsárlón

Literalmente em Islandês Lagoa Glacial - lago originado de uma geleira – Jökulsárlón é um dos destinos mais impressionantes da Islândia. A alteração do clima no nosso planeta azul tem feito a lagoa aumentar por conta do derretimento do glaciar Breiðamerkurjökull. Os tons de azul observados nos “icebergs” são fenomenais, mas a mesma condição climática que nos impediu de fazer o passeio de “snowmobile” atrapalhou também as fotos. De Abril a Novembro é possível fazer passeios de barco para apreciar os “icebergs” de ângulos dentro da lagoa.

Há uma praia de áreias negras, em frente à lagoa onde os “icebergs” se derretem. Me pareceu um lugar melancólico, como se fosse um cemitério de “icebergs”:

Glaciares é o que não falta na Islândia. No caminho de Jökulsárlón para o oeste da ilha passamos por Skaftafell que é uma área de preservação onde nos meses quentes pode-se explorar suas cachoeiras uma antiga fazendas que foi abandonada em 1946 e hoje é um museu nacional e até mesmo o ponto mais alto da Islândia o Hvannadalshnúkur.

No caminho de Jökulsárlón à Vík, felizmente o tempo foi melhorando, e estávamos sempre acompanhados de paisagens sensacionais.

Tentamos então chegar até Landmannalaugar que é uma região próxima ao vulcão Hekla que é o segundo mais ativo do país, onde pode-se observar campos de lava, fontes termais e outros elementos geológicos. Mas apesar do que os simpáticos Islandeses nos disseram, o acesso até a área principal era possível apenas por um jipe mais possante devido a neve nas estradas. No verão a região é ligada desde Reykjavík por onibús.

Vík í Mýrdal

Carinhosamente chamada somente de Vík, é uma vila no sul da Islândia. É o lugar habitado mais ao sul da Islândia e tem cerca de 290 habitantes!

Mas o interessante mesmo não é a pequena vila, mas a sua bela praia vulcânica de areias negras.

Skógafoss

Depois de tantos desencontros com o tempo na Islândia, no nosso último destino fomos premiados por tempo aberto e iluminação ideal para fotos, como se em Valhalla, Odin tivesse deixado o melhor para o final de nossa road trip :D .

Os Islandeses são bem inteligentes, e sabem que os turistas querem apreciar a linda cachoeira, assim deixaram um banco estratégicamente posicionado  ;)

Melhor que cinema HD :D

É possível ir em baixo da queda d’água, e de lá o arco-íris estava duplo, mas infelizmente as fotos não ficaram boas e como estava com uma DSLR, não queria arriscar por conta do spray de água.

Ao subir até o topo dela pelo caminho que há em seu lado direito pode-se apreciar a vista fenomenal da região.

Fizemos então uma parada estratégica na cidade de Selfoss (que não achamos nada de mais), para abastecermos o carro e nossos estômagos e seguimos para a capital.

Islândia – Norte e Eastfjords

  1. Introdução e planejamento
  2. Reykjavík e Blue Lagoon
  3. Golden Circle (Geysir, Gulfoss, e Þingvellir)
  4. Norte (Mývatn, Krafla, e Dettifoss) e Eastfjords
  5. Sul (Jökulsárlón, Vík, Skógafoss)
  6. Razões para voltar

É comum ouvirmos pessoas planejando “road trips” pelos EUA (o que remete a famosa Route 66), mas em termos de paisagens, a Ring Road talvez seja ainda mais interessante. O seguinte trecho da Ring Road de aproximadamente 980km fizemos em 2 dias completos e intensos:


View Larger Map

Partimos cedo de Reykjavík, pois teríamos na primeira “perna” cerca de 500km. Relembrando, esta parte foi a “road trip” na Islândia onde a idéia era conhecer a estrada e os principais pontos de interesse, parando para tirar fotos, e eventualmente vilarejos no caminho.

Aproximadamente 70km ao norte de Reykjavík está a pequena Borgarnes, e, depois de Borgarnes, passamos por umas vilinhas, por umas fazendas, às vezes com uma igreja, e passamos por muito chão… Foram cerca de 325km até chegarmos ao que podemos chamar de cidade.

Akureyri, que está a cerca de 315km de Borgarnes e 385 da capital, é a quarta maior cidade da Islândia com pouco mais de 17 mil habitantes. Muitos turistas utilizam a cidade como base para explorar a região do lago Myvátn e Dettifoss (mais adiante), dado que apesar de pequena a cidade conta com bons restaurantes e uma “vida urbana” que não há nas redondezas. O Rúntur em Akyreyri, distinto do da capital onde as pessoas saem para beber como se não houvesse o dia seguinte, é na verdade uma procissão de carros, onde jovens adultos ficam dando voltas a 5km/h buzinando e gritando feito loucos.

Mas não ficamos para presenciar esta excentricidade, e demos uma volta rápida por Akureyri onde almoçamos rapidamente e abastacemos o carro. Partimos então para o lago Myvátn.

Myvátn e Krafla

O lago Myvátn está localizado em uma área de atividade vulcânica, e em seus arredores as principais atrações há uma séries de pontos de interesse que vão desde o próprio lago, piscinas geotérmicas, cratéras vulcânicas (entre elas Cratera Viti em Krafla e Hverfjall), pequenas cachoeiras e a área de atividade geotérmica Námaskarð.

Ao chegarmos na região, fomos direto para Krafla, onde queríamos ver a cratera do vulcão que no verão está cheia de águas esverdeadas, mas no inverno fica coberta de neve. Na chegada há uma usina geotérmica que aproveita a atividade vulcânica para gerar eletricidade, e como estávamos com um 4×4 achávamos que conseguiríamos chegar sem problema, mas no caminho encontramos 2 americanos atolados na neve. Pensamos: “tolinhos, eles acham que com um carro compacto vão chegar lá?” oferecemos carona a eles e tentamos seguir em frente, quando logo depois fomos nós que atolamos, quase quebramos um “poste amarelo” e o carro ficou no limite da estrada. Cuidado ao dirigir nestas condições!!!

 

Alguns instantes depois chegaram alguns funcionários da usina com um super jipe e resgataram os dois carros. Disseram-nos que ocorre várias vezes por dia, como eles foram super gentis eu nem perguntei a razão de não deixarem um aviso. Deixamos o carro em local seguro mais abaixo e seguimos à pé até a a cratera Vití, onde encontramos a cratera toda coberta de neve.

Apesar de interessante, deve ser muito mais interessante vêla assim.

Depois de Krafla, voltamos ao lago Myvátn, onde apreciamos a cratera Hverfjall, e o próprio lago onde pegamos um por-do-sol espetacular.

Vimos um simpático cavalo inslandês “pastando” à beira do lago:

Dormimos esta noite em Reykjahlíð, cidade de 300 habitantes na beira do lago, onde ficamos no hotel Reynihlið, onde há um bom restaurante e acomodações bem satisfatórias. Outra opção mais em conta que vimos por lá é a Dimmuborgir Guesthouse, mas preferimos ficar no Reynihlið por conta do restaurante.

Dettifoss

A mais poderosa cachoeira da Europa, Dettifoss é de difícil acesso no inverno dado que as pequenas estradas que ligam a Ring Road a ela ficam cobertas por neve. Estávamos com um 4×4, mas depois do que aconteceu no dia anterior em Krafla, resolvemos nem arriscar e contratamos os serviços do simpático Sigurdur Erlingsson da Saga Travel para nos levar até lá com um jipe mais parrudo.

A primeira parada deste dia foi em Námaskarð para observarmos a atividade geotérmica, há vários fumarolas e “mud pits“. O vapor da água se congela formando estas “estalaquitites” interessantes.

Na saída da Ring Road, a indicação de que as condições estariam punk. E já no início do trecho nevado vimos pegadas na neve da raposa-do-ártico:

Foram cerca de 28km em uma estrada que muitas vezes não era mais estrada de tanta neve. Por conta de tanta neve e da posição do sol (era cerca de 7:30 da manhã), fotos boas eram garantidas. Parada para esvaziar um pouco o pneu para a tração com a neve aumentar, e seguimos em frente.

E depois de tanto esforço, finalmente chegamos nela :D :

E bem próximo da Dettifoss, está a “mais pequena” está a Selfoss (não confundir com a cidade de mesmo nome que fica próxima a Reykjavík):

Uma “road trip” sem dar “chabu” não é uma viagem completa, e mesmo com um jipe mais parrudo e um motorista experiente, tivemos um problema e precisamos chamar o “resgate”. Como os Islandeses são eficientes e há sinal de celular em todo canto, perdemos apenas 30 minutos do tempo planejado!

Muita gente combina com a Dettifoss o passeio para Ásbyrgi que fica 30km ao norte de Dettifoss. Não recomendo no inverno dadas as condições das estradas.

Eastfjords

Saindo de Dettifoss, seguimos para leste pela Ring Road em direção aos Eastfjords (Austurland), e quando achávamos que já havíamos superado os obstáculos do dia, nos deparamos com a parte menos movimentada da Ring Road que ficava em vários trechos coberto de neve, mas que depois de cerca de 100km as condições melhoraram :

Ao chegarmos em Egilsstaðir, saímos da Ring Road e tomamos a estrada 92 com direção aos Fjords da costa leste. Não se assuste com o tamanho dos nomes das cidades, apenas os nomes são intermináveis :) .

Imagina um lugar bonito! Imaginou?

Dirigir pelos Eastfjords é uma experiência incrível, com paisagens de cair o queixo. Mas também é interessante observar  os animais nas fazendas das regiões: cavalos, renas, e ovelhas (que ficavam nos observando :D ).

No final da tarde, já quase perto de Höfn - que seria nossa base – a neve já estava derretida e a estrada já em melhores condições. A iluminação estava ótima para capturar bem aqueles momentos.

Chegando em Höfn, fizemos um pequeno reconhecimendo de território e optamos por dormir no Hotel Höfn, que nos parece ser o melhor da pequena vila de pescadores. Ficaria novamente sem pestanejar no mesmo hotel.

Islândia – Golden Circle

  1. Introdução e planejamento
  2. Reykjavík e Blue Lagoon
  3. Golden Circle (Geysir, Gulfoss, e Þingvellir)
  4. Norte (Mývatn, Krafla, e Dettifoss) e Eastfjords
  5. Sul (Jökulsárlón, Vík, Skógafoss)
  6. Razões para voltar

O chamado Golden Circle (círculo dourado), é uma rota de aproximadamente 330km desde Reykjavik que conta com cerca de sete atrações turísticas: o Vale Haukadalur – chamado incorretamente apenas de Geysir, a cachoeira Gulfoss; o Parque Nacional Þingvellir, Kerið – um lago em uma cratera vulcânica; a Igreja Skálholt, a vila Hveragerði, e a estação geotérmica Nesjavellir. Os 3 primeiros destinos (em negrito acima e em azul no mapa abaixo) são os mais visitados (imperdíveis) e foram os que fizemos.


View Larger Map

O principal do Golden Circle pode ser feito em um dia, nos dias super longos de verão eu incluiria Kerið no roteiro. e talvez seja possível visitar o círculo completo (as sete atrações) mas em um dia super intenso.

Geysir (Vale Haukadalur)

O Vale Haukadalur, é uma região geotérmica ativa onde estão vários geiseres. O local é normalmente (e incorretamente) chamado de Geysir que é o geiser mais famoso que deu nome a todos outros no mundo. O Grande Geysir (geysir em Islandês significa jorrar) lançava a água a até 80m de altura, porém hoje as erupções são infreqüentes e normalmente de pequena altura devido a obstrução de seu canal. Chegando na área dos vários geiseres, já começamos a ver a atividade:

Litli Geysir e Geysir:

Strokkur é hoje o mais confiável dos geiseres com erupções que variam de 3 a 6 minutos. Os jatos chegam a até 30 metros de altura: é diversão e “uaus” garantidos :D ! Mas não fique muito próximo pois a água é quente. Notamos que normalmente depois de uma jorrada mais fraca vinha uma mais forte, mas sinceramente não sei se o ciclo é confiável assim.

Gullfoss

Apenas 10Km depois dos geiseres está a Gullfoss (Cacheira Dourada). Nela, há ângulos incríveis para fotos inesquecíveis. Como estávamos no final do inverno, ainda havia muita neve e gelo, o que deixou a paisagem ainda mais interessante. Se você também gosta da banda Live, provavelmente já viu a Gullfoss no clip da bela músiva Heaven. Ela também esteve presente na capa do album Porcupine de Echo & the Bunnymen.

  

No centro turístico há souvenires e um restaurante. Conforme indicado no Lonely Planet, não deixe de provar a sopa de carneiro.

De lá partem passeios de snowmobile (moto de neve) para o glaciar Langjökull (o segundo maior da Islândia) mas se a visibilidade não estiver boa não acredito que seja um bom investimento. O ideal é já marcar pelo hotel ou por agências, pois a procura é grande.

Þingvellir

Antes de chegarmos ao Þingvellir fizemos um pequeno desvio por uma  interessante estrada onde paramos em Hallvik para tirar umas fotos do belo lago Þingvallavatn.

 

Neste momento, você já deve ter notado a letra “þ”. Apesar de parecer mais com um “p” o som é como do “th” no inglês. O Islandês, que assim como o Inglês tem raíz germânica,  tem  têm outras consoantes interessantes (além das dificílimas regras gramaticais) e descende do nórdico antigo, a língua dos Vikings.

Voltando ao foco, o Parque Nacional Þingvellir, é um vale onde em 930 o primeiro parlamento do mundo foi fundado. Foi também o local onde foi em 1944 proclamada a independência depois de muitos séculos de dominação Noruega-Dinamarquesa.

Não bastasse o peso histórico do local, ele ainda fica mais interessante devido a geografia esculpida por ações tectônicas e vulcânicas. Aqui pode-se observar a Deriva Continental entre as placas tectônicas Norte-americana e Eurasiática. Algumas das “ranhuras” estão preenchidas por águas cristalinas onde as pessoas jogam moedas, e onde alguns loucos mais corajosos mergulham com cilindros.

Islândia – Reykjavík e Blue Lagoon

  1. Introdução e planejamento
  2. Reykjavík e Blue Lagoon
  3. Golden Circle (Geysir, Gulfoss, e Þingvellir)
  4. Norte (Mývatn, Krafla, e Dettifoss) e Eastfjords
  5. Sul (Jökulsárlón, Vík, Skógafoss)
  6. Razões para voltar

Saindo do aeroporto de Keflavík (KEF) que fica a 50km de Reykjavík, a constatação que a previsão do tempo do dia anterior Infelizmente estava correta. O dia estava nublado e a deveria permanecer assim o dia todo.


View Larger Map
Porém o tempo não seria um problema, pois a idéia era mesmo ir devagar no primeiro dia por conta do o nosso vôo ”red-eye“. Depois de comprar algumas coisas no aeroporto, passar pela migração e alugar o carro, fomos até Grindavík (cerca de 23km de Keflavík) para tomarmos nosso café-da-manhã. Grindavík é uma vila de pescadores que tem uns 2800 habitantes. Fomos para lá apenas para fazer hora até as 10:00h que seria o horário que a primeira atração do dia abria.

Blue Lagoon (Bláa lónið)

Apenas a 6km de Grindavík, 19km do Aeroporto, e 45km de Reykjavík, Blue Lagoon é um spa geotérmico com águas ricas em dióxido de silício e enxofre (no início o cheiro incomoda um pouco, mas depois de poucos minutos já nos acostumamos). Ás águas deste complexo são quentes devido a atividade vulcânica e chegam ultra quente na usina geotérmica vizinha. Após ser utilizada para gerar energia elétrica e para aquecer a água de municipalidades vizinhas, ela chega ao spa em temperaturas médias de 38°C.

O azul é impressionante, porém no spa devido ao terreno argiloso não é tão cristalino quanto nos arredores. Infelizmente o tempo nublado (mas principalmente o relapso de não ajustar direito a câmera) fizeram com que as fotos não ficassem boas :( .

Ficamos umas 4 horas bebendo um vinhozinho, conversando, descansando, enfim relaxando em um spa vulcânico :D .

A entrada no spa e uma toalha custa EUR35, mas o mais interessante era o pacote por EUR48 que dava direito à um roupão, uma mascará para o rosto, e um drink (vinho ou cerveja). Siga a regra e tome um banho antes de entrar na lagoa e ao sair. Mais informações aqui.

Reykjavík

Uma cidade encantadora e com um ritmo devagar, provavelmente devido ao tamanho da população (pouco menor que a de Botucatu-SP). Em 1 dia pode-se ver os highlights, mas recomendo pelo menos 2, principalmente se a idéia for participar do Runtúr nos fins de semana.

Hallgrímskirkja é a maior igreja da Islândia com cerca de 75 metros de altura. Uma bela igreja Luterana localizada no centro de Reykjavík. O nome é uma homenagem ao clérigo e poeta Hallgrímur Pétursson, que escreveu os Hinos da Paixão uma colação de 50 canções religiosas para serem cantadas durante os dias úteis durante a quaresma. Foram necessários 38 anos para a contrução da igreja que ficou pronta em 1986, e seu foi inspirado em dilúvios basaltícos que podem ser observados em diversas áreas da Islândia.

Na frende da entrada príncipal da igreja está a estátua do explorador Leif Eriksson, que possivelmente foi o primeiro europeu a pisar em solo americano onde hoje é Newfoundland (Terra Nova) no Canadá, cerca de 500 anos antes de Colombo chegar às Américas. Na década de 60 excavações lideradas pelos noruegueses Helge Ingstad e sua esposa Anne Stine Ingstad encontraram evidências de um povoado Viking em Newfoundland, apesar de Colombo ainda levar os créditos pelo “descobrimento” das Américas (e claro Américo Vespúcio levou o nome, que confusão). Hoje o sítio arqueológico L’Anse aux Meadows onde foram encontrados os restos desta vila Viking é Patrimônio Mundial da UNESCO.

Outra curiosidade é que a estátua de Leif Eriksson é obra de Alexander Stirling Calder  e foi feita entre 1929 e 32, predatando assim a igreja. Muito provavelmente o nome “Calder” remete ao filho do Mr. Stirling Calder, que foi um dos mais importantes artistas americanos do século passado que também tinha como primeiro nome Alexander, adoro o circo dele.

No campanário da Igreja vê-se os telhados coloridos das casas de Reykjavík, mas aquelas nuvens cinzas insistiam em nos acompanhar pela capital.

A cidade é fotogênica, mas lembra aquelas nuvens cinzas? Mas andar pelas ruas de Reykjavík sem destino pode ser das mais interessantes experiências por lá. Casa coloridas, pequenos cafés, lojas de souvenirs, roupas, e design. a Laugavegur é a principal rua comercial da cidade, mas não espere algo muito grande :D .

O Harpa ainda estava em construção, na próxima visita tentarei assistir um concerto lá ;) . O porto de Reykjavík não é dos mais bonitos, mas há umas obras de arte interessantes.

Próximo ao  Tjörnin (The Pond) está o National Gallery of IcelandFríkirkjan, e a Ráðhús (prefeitura) onde também há exibições de arte. Não conseguimos ir ao Perlan que fica um pouco afastado, onde disseram-nos que em dias claros as vistas são muito bonitas.

A “street art” (arte urbana) é notória em Reykjavík:

Restaurantes, Pubs, e Baladas:

Tívemos uma experiência fenomenal no Fiskfélagið (Fish Company) onde provamos um menú  degustação típico Islandês (Around Iceland). Se é para ter uma refeição top na Islândia, talvez este seja o melhor local. No Tripadvisor as resenhas são muito favoráveis, mas alguns reclamam do menu “Around the World”. Mas eu não iria para a Islândia para provar pratos típicos de outro país, para mim é como ir em um Japônes para comer picanha (ou em uma churrascaria para comer sushi) :P . Outro restaurante em Reykjavík que gostamos foi o Þrir Frakkar (3 Frakkar) onde comemos bons pratos típicos e cervejas Islandesas, é bem avaliado no no tripadvisor. Próximo à praça Ingólfstorg (uma das praças no centro), uma ótima opção para algo rápido ou drinks é o Café Paris.

Felizmente não há McDonald’s por lá. Para economizar um pouco, dado os altos preços dos restaurantes, a única rede de fast food que vimos foi o Subway, é possível alugar apartamentos (como o que ficamos) com cozinha e comprar os ingredientes nos supermercados, ou então enfrentar os hot-dogs (procure pelo Bæjarins beztu pylsur).

No centro há vários Pubs e “night clubs” onde nos fins de semana a energia estará em níveis altos.

Mais informações aqui.

Islândia???

Islândia??? O que você vai fazer lá?”. Foi a pergunta mais freqüente quando revelei os planos de visitar a ilha Viking. Tudo começou depois que vi fotos de uma amiga e este vídeo para promover o turismo  lá:

Começo neste post dizendo o motivo de ter ido para lá, e, termino esta Saga com as razões para querer voltar.

  1. Introdução e planejamento
  2. Reykjavík e Blue Lagoon
  3. Golden Circle (Geysir, Gullfoss, e Þingvellir)
  4. Norte (Mývatn, Krafla, e Dettifoss) e Eastfjords
  5. Sul (Jökulsárlón, Vík, Skógafoss)
  6. Razões para voltar

Intrudução:

Foi na Islândia o primeiro parlamento nacional do mundo, o Alþingi, que data de 930. O País passou por um período longo de dominação Dinamarquesa e Norueguesa (1262 – 1918), mas ainda assim o país conseguiu manter sua identidade cultura e lingüística. Mais recentemente a crise financeira que devastou o setor bancário do país desde 2008, desvalorizou a Coroa Islandesa (ISK) em mais de 50%, deixando um pouco mais acessível. Mas ainda assim, a Islândia não é um país barato e importa muitos dos produtos que consome.

Björk é hoje em dia a maior celebridade da Islândia, que também conta com Guðjohnsen, jogador de futebol que já foi do Barça. Como em todos países nórdicos, as pessoas gostam de se vestir em estilo e o design é notório em quase todos os locais.

Reykjavík é a capital e maior cidade da ilha com cerca de 120 mil pessoas (o país todo tem cerca de 320 mil) e é a capital mais setentrional do mundo. Nos fins de semana as coisas esquentam e os Islandeses saem para o Rúntur (Pub Crawl em Reykjavík) até altas horas.

Outro grande motivo para visitar a Islândia é para ver a Aurora Boreal. Difícil dizer qual é o melhor lugar para ver este espetáculo, porém a Islândia tem atividades e atrações suficientes que podem preencher os dias no caso de não haver atividade suficiente (ou o céu estar encoberto) para a Aurora ser observada.

É possível também observar Puffins (papagaios-do-mar em português), baleias, raposas árticas, renas, ovelhas, os belíssimos cavalos Islândeses, entre outros. Muitos destes animais e aves fazem parte da culinária Islandesa. Pessoalmente eu virei fã do Skyr (que apesar de tecnicamente ser um queijo parece muito com yogurt) e do Artic Char, um peixe delicioso.

Esta ilha vulcânica está sendo partida ao meio entre as placas tectônicas Norte Americana e Eurasiática. Esta posição, faz com que a atividade vulcânica seja intensa podendo-se observar túneis de lava, crateras de vulcões extintos, ou até mesmo em erupção. Recentemente o que acordou para deixar sua marca no transporte aéreo europeu, foi o impronunciável Eyjafjallajökull. O contraste entre vulcões e glaciares é gritante, o que deixa as paisagens ainda mais interessantes.

Planejamento:

Após receber um telefonema de um amigo que queria conhecer algo distinto, resolvemos ir para a terra Viking no final do inverno. Diferentemente do que a maioria das pessoas pensam as temperaturas no inverno na Islândia não são tão rigorosas como as de Chicago, por exemplo, mas devido à neve acumulada, muitos acessos ficam restritos e desafiadores. A idéia era fazer a ring road que é a rodovia que circunda a ilha e tem cerca de 1300Km, passando por pontos de interesse ao redor dela:


View Larger Map

Com 5 dias inteiros, sabíamos que não seria possível conhecer toda a ilha, mas conseguiríamos ter uma boa idéia. O que não sabíamos, apesar de toda pesquisa que fizemos (Lonely Planet Iceland e Eyewitness Travel Top 10 Iceland foram nossas principais fontes de informação), é com o que estávamos para nos deparar em termos de beleza das paisagens. A Islândia faz parte da área Schengen, o que atualmente dispensa brasileiros de visto para o turismo de até 90 dias.

Voamos de Nova Iorque para Keflavík (aeroporto internacional próximo a Reykjavík) com a Icelandair, um vôo espartano (servem gratuitamente apenas refrigerantes e snacks como vôos internos nos EUA), mas que para apenas 5:30 foi super tranqüilo. Alugamos um 4×4 na Dollar (na época o melhor preço), que ficava ao lado do aeroporto.

Utilizamos o www.booking.com para encontrar a base em Reykjavík, e, acabamos optando pelo Reykjavik4You Apartments, que na época não tinha tantos “reviews”  no tripadvisor mas posso atestar que é nota 100! O apartamentos que usamos era grande, novo, limpo, a decoração de bom gosto, em frente à uma ótima padaria, estacionamento, e localizado no coração de Reykjavík. Para complementar, tinha internet incluída (um disposítivo que se ligava na rede elétrica que depois descobrimos que funcionava no país todo), e um celular local com um saldo de aproximadamente EUR5!

A dica de ouro é na chegada já comprar no free shop do aeroporto bebidas (vinhos e cervejas), tirando os bares e clubs onde os preços são bem salgados, na Islândia bebidas alcoólicas são vendidas nas Vínbúðin. Na época encontramos umas super barbadas, como um bom Brunello de Montalcino por EUR15, mas a vodka Reyka é que vale mesmo a pena (se beber não dirija!).

Dirigir na Islândia:

As estradas são geralmente boas, mas o limite de velocidade é baixo. Respeite, pois as multas na Islândia (e outros países Nórdicos) são pesadas. Também é importante notar que no inverno as estradas podem ficar cheias de neve e principalmente nos trechos mais distantes de Reykjavík é importante ter muita atenção e prudência, pois a neve pode causar surpresas desagradáveis. E deixe o copiloto com a câmera sempre preparada, pois paisagens não faltarão:

Veja mais informações aqui e aqui.