Yucatán 2

Segunda vez e certamente não a última.

Queríamos férias onde teríamos um pouco de tudo: praia, história e cultura, culinárias, natureza, aventura, etc;  optamos por uma semana na Peninsula de Yucatán e mais 9 dias em México DF, Puebla e arredores (no próximo post).

Há muito o que ver e fazer em Yucatán. Combinando as duas vezes que estivemos lá, ficamos um total de 17 dias e ainda faltaram lugares que gostaríamos de ver e coisas para fazer. Claro que nem todos tem interesses iguais. Nós gostamos de explorar as ruínas Mayas, visitar as pequenas cidades, cultura local, evitar grandes redes (não vamos ao Hard Rock Café por exemplo). Apenas uma questão de gostos, motivação e prioridades. Como na primeira vez, alugamos um carro para poder ter mobilidade e visitar o que queríamos e nos ajustando ao tempo e disposição.

A primeira base foi em Puerto Morelos, onde ficamos no Azul Sensatori, um hotel All Inclusive, por 4 noites. Fomos recebidos já na primeira noite pela lua:

Lua em Puerto Morelos

Na vizinhança, há diversos resorts e acredito que todos em sistema All Inclusive (já está no preço tudo quase tudo o que for consumir), As praias não são bonitas, a água não é aquela que se espera do Caribe, e havia muitas algas na areia, mas como nossa idéia nestes dias era de recarregar as energias não nos importamos muito. A comida estava excelente (principalmente no restaurante molecular – o único que é necessário reserva e é preciso usar camisa) e as bebidas eram justas, o resort compensou a praia.

Porém queríamos também ver os encantos do Caribe, assim fomos até Puerto Morelos para fazer um snorkeling. Lá contratamos os serviços de Crispin, a quem chamam de El Tocino, mas ele se auto denomina Crispy Bacon para os gringos. Custou cerca de $22 per capita, mas combinamos na tarde anterior (quando deixamos um “depósito” de $10 com a condição “la garantía soy yo”) para iniciarmos no dia seguinte logo as 8:00 quando as ordas de turistas que chegam de Cancún ainda estivessem pensando em acordar.

Puerto Morelos

Nas 2 horas e meia, vimos um pouco de tudo: peixes, arraias, tartarugas, barracudas, etc, e apesar de no início estar um pouco nublado o céu se abriu depois de meia hora.

Como não conseguimos ficar muito tempo nesta “vida de jacaré”, no quinto dia fomos rumo ao centro da península, onde chegamos no meio da tarde na comunidade de Dzitnup para conhecermos os cenotes Xkekén e Samulá:

Levando snorkel (não alugam por lá) pode-se mergulhar nas águas cristalinas porém frías de ambos cenotes. E claro, sentir os peixes que parecem uns “cascudinhos” ficarem fazendo cóssegas nos pés :D.

Seguimos para Valladolid, a base ideal para quem quer visitar os cenotes e ruínas Mayas no centro da península. Valladolid é uma cidade simpática com um centro colonial, um cenote no centro da cidade e o belo Templo de San Bernardino.Nos hospedamos no hotel El Mesón del Marquês, que vale a pena pelo restaurante que tem um pátio charmoso mas que acima de tudo tem uma Cochinita Pibil magnífica:

Cochinita Pibil

Na manhã seguinte rumamos para Ek Balam, quem em Maya significa Jaguar Negro, e é uma ruína que pode ser combinada com Chichén Itzá, com a vantagem de não ter que enfrentar as centenas (alguns dias milhares) de turistas. Não esqueça do repelente e apesar de haver árvores onde pode-se fugir um pouco do sol, protetor de sol e chapéus são importantíssimos.

Ek BalamEk Balam
Logo ao entrar nas ruínas, também está a entrada de mais um cenote, o Xcanché, que apesar de ser aberto e receber “corpos exteriores” ainda assim tem água clara e conta com uma estrutura razoável para os que querem se aventurar com caiaques ou rapel.
Cenote Xcanché

É possível ir até as ruínas à pé, mas é uma boa caminhada, preferimos pagar um bici-taxi que valeu a pena não apenas pela diversão mas para irmos falando com os Mayas, que sempre adoravam saber que éramos do Brasil.

À tarde seguimos viagem para Cobá, outro complexo de ruínas Mayas que é impressionante pela extensão e pela Pirâmide de Nohoc Mul, que depois de Tikal na Guatemala é a segunda mais alta do mundo Maya. Pode-se visitar Cobá à pé, mas acredito que a melhor forma seja mesmo pagando pelo bici-taxi, que de leva ganha um guia turístico.
No VnV, tanto o Ricardo Freire quanto as bóias sempre recomendam aos tripulantes que fiquem sempre 2 noites em uma base (hotel) pois uma noite tem sempre a correria de Check-in e out, fazer e desfazer as malas, etc. Mas como somos humanos, sempre pensamos que somos mais cuidadosos e experientes do que de fato. Ao chegamos no belíssimo hotel Le Rêve em Playa del Carmen notamos que havíamos esquecido nossos passaportes no hotel em Valladolid. A pessoa que estava no “front desk” do Le Rêve ligou ao hotel em Valladolid, mas o funcionário do Mesón del Marqués disse que não haviam encontrado nada e que não podiam incomodar os hóspedes. Como somos brasileiros, damos sempre aquele “jeitinho” e eu liguei ao hotel: “Puedo hablar en la habitación 201?”, e claro, nos transferiram ao quarto onde tive que passar por este super “mico” e explicar a situação a um casal mexicano que estavam inicialmente assustados com minha abordagem, mas que logo entenderam a situação e combinamos que na manhã seguinte (que estava planejada para Tulum) estaríamos as 9:00 da manhã lá para resgatarmos nossos passaportes. Felizmente 200Km depois, chegamos no hotel em Valladolid e resgatamos os 4 passaportes, UFA! Decidimos tomar “el desayuno” no hotel mesmo e depois visitar o Cenote Zací que ficou faltando no dia anterior:
Cenote Zací
E não é que havia uma “tortuguita” simpática nadando no Cenote?
Tortuga - Cenote Zací
E “tocamos” para Tulum que seria o único destino que estivemos na primeira vez. Chegando no centrinho, comemos no La Nave que é de uma senhora Italiana e as pastas estavam ótimas e preços bem em conta.  Chegando na zona arqueológica de Tulum o tempo estava nublado, mas ainda assim foi bom para aproveitar uma praia:

Tulum

No final da tarde ainda conseguimos aproveitar a Praia Xcalacoco em Playa del Carmen, onde estava nosso hotel. A praia é bonita mais cheia de pedras, e, mesmo ao utilizar as sapatilhas de borracha que o hotel disponibilizava aos hóspedes, tinha que se tomar cuidado para não “magoar” os pés.
Aproveitamos nossa última noite para zanzar no centrinho de Playa del Carmen pela Fifth Avenue 5ta Avenida. Como estávamos um pouco cansados de comida Mexicana, comemos no Cantegrill Parrilla Uruguaya, e de lá esticamos até o Zenzi Beach Bar um agradabilíssimo lounge beach, onde apreciamos umas Coronas e Mojitos vendo as luzes de Cozumel.
Na manhã seguinte, aproveitamos um pouco mais da praia Xcalacoco e do hotel Le Rêve:

Antes de irmos para o aeroporto de Cancún onde seguiríamos para México DF, fizemos um último pit-stop no centro de Playa, para comermos uma comida cubana no Bodeguida del Medio:
Bodeguita del Medio
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