México DF – Puebla – Cantona – El Tajín

Após a visitarmos Yucatán pela segunda vez, fomos para a Capital do México e arredores, Puebla e arredores, Cantona e El Tajín:

Grandiosa, confusa, e surpreendente! México DF merece muito mais que uma “visitinha”, é uma cidade com muita cultura e história, culinária fenomenal e um povo acolhedor.

Mexico DF

A primeira impressão de DF é que é uma cidade irmã de São Paulo (e de fato é :D), com trânsito intenso, mas que flui melhor que em Sampa ou Rio. No entanto os motoristas são um pouco mais agressivos em DF e as fechadas são costantes: muita atenção ao volante. Utilizamos o TomTom para iPhone e não tivemos nenhum grande problema (dicas serão dadas em um próximo post).

A primeira parada obrigatória, deve ser o Museu Nacional de Antropologia. Fomos lá com bastante calma, e com a intenção de ficarmos pelo menos 3 horas (ficamos 4 e meia) para depois visitar outros pontos de interesse do Bosque de Chapultepec.

Após a longa visita ao Musel Nacional de Antropología tentamos ir no Museo Rufino Tamayo, onde vimos apenas ver as esculturas na entrada, pois estava fechado :(. Por indicação de um local (nosso Lonely Planet estava desatualizado) almoçamos no restaurante Las Mercedes. A comida estava ótima e percebi que éramos os únicos turistas lá, mas senti um pouco os garçons tentando empurrar “extras” e mesmo sem aceitar a conta não foi barata. De lá, fomos ao interessante Museo de Arte Moderno.

Museo de Arte Moderno

Passada obrigatória em alguns outros lugares no Bosque de Chapultepec, onde vimos as várias lojinhas, pessoas fazendo as mais diversas atividades e tivemos o primeiro contato com Los Voladores de Papantla:

À noite jantamos no El Bajio do bairro Polanco com alguns amigos Mexicanos que conhecemos em Chicago: excelente comida e Mezcal, preço bom, ótimo serviço, indicadíssimo!

Quem vai a Ciudad de México não pode deixar de visitar também Teotihuacan, que está somente 47Km distante do centro de DF. Como queríamos evitar as ordas mais intensas de turistas que normalmente vão visitar a Basílica de Guadalupe e depois Teotihuacan, resolvemos deixar a  Basílica para outro dia e chegar bem cedo nas ruínas. Chegamos por volta das 9am e felizmente não havia muita gente:

Como era inverno, amanhecia com uma temperatura por volta dos 4 graus Celsius mas ao meio dia chegava a 25 graus, ou seja, é preciso se preparar bem: protetor solar e chapéu são essenciais. Também não recomendo visitar Teotihuacan no mesmo dia que chegar na Cidade do México dado os 2200 metros de altitude. Para o almoço, haverá uma série de “agentes” tentando vender o peixe deles, por recomendação de amigos mexicanos fomos no Restaurante La Gruta, onde comemos bem, em um ambiente interessante (uma gruta), porém bem mais frio que nas pirâmides, fica a dica.

Seguimos então para Heroica Puebla de Zaragoza (Puebla apenas para os íntimos e também conhecida como Puebla de Los Ángeles, Ufa!) onde fincamos nossa bandeira por 2 noites no hotel La Purificadora que é um show a parte; talvez o melhore design hotéis que já ficamos. O restaurante é ótimo, e o bar é excelente, ultra recomendado. Nesta noite aproveitamos para curtir o hotel e descansar, principalmente por eu ter tido um encontro com os Aztecas (ou Mexicas) em uma caibra em meu quadríceps direito (??!??!??!??) no alto da Pirámide del Sol em Teotihuacan, sinal que precisávamos “slow down”.

Dia seguinte, fomos para Cacaxtla que são ruínas dos Olmecas onde há incríveis murais que datam do 7º ao 10º século. Próximo também (porém subindo uma pirambeira das brabas) está o sítio arqueológico de Xochitécatl, que tem a Pirámide de la Espiral que foi construída de 1000 a 800 antes de cristo:

Oficialmente estão no México a primeira e terceira maiores pirâmides por volume no mundo. A terceira é a Pirâmide do Sol em Teotihuacan, e a maior é a Tlachihualtepetl (ou também Gran Pirámide de Cholula, estes mexicanos adoram dar vários nomes para seus pontos turísticos ;)). Como há estudos e trabalhos arqueológicos em andamento, este título pode ser passado a El Mirador na Guatemala. Cholula não parece exatamente com uma pirâmide, pois foi abandonada entre 700 e 800 AD, e, quando os espanhóis chegaram, pensaram que era um morro e construíram uma igreja no topo. Apenas em 1930 descobriram as maravilhas deste sítio arqueológico. Há muitos túneis pelas várias camadas de pirâmides, porém quando fomos estavam fechados para restauro (por conta da corrosão dos metais). Ainda assim foi impressionante ver as áreas que já foram escavadas.

Ao sairmos da Pirâmide, nos deparamos com uma das iguarias sazonais da região de Puebla “Los Chapulines” (gafanhotos)  que eram colorados 😀 :

Mas não tivemos coragem de provar…

De volta a Puebla, visitamos o centro histórico que é compacto e possível de se fazer em um dia. Por conta dos diversos edifícios com azulejos, fiquei com imensas saudades de Portugal. Como queríamos comer rapidamente e barado, acabamos por sorte comendo na Antigua Taqueria La Oriental. Além da Catedral, da Casa de Alfeñique (onde está o Museo del Estado), e da Capilla de Nuestra Señora del Rosário, gostamos muito da Biblioteca Palafoxiana:

Faltava ainda algo para a “Total Puebla Experience”:

Mole

Mole Poblano! Um dos pratos mais famosos do México, leva diversas especiarias e chocolate, divino! Acompanhado de um bom Mezcal então! Esta acima foi no Mesón Sacristia de la Compañia, bem recomendado pelo Lonely Planet.

O Próximo dia seria muito intenso. Queríamos visitar Cantona e Cuetzalán. Pelas informações no Google Maps, a viagem de Puebla a Cantona levaria cerca de 1:30h. Depois até Cuetzalán mais 2 horas e finalmente até Papantla onde dormiríamos mais 2 horas.

Até Cantona de fato levamos cerca de 1 hora e meia, e foi o lugar que mais nos surpreendeu. O dia estava perfeito com visibilidade tremenda,  mas acima de tudo as ruínas são impressionantes. A cidade foi construída em geral de forma assimétrica, o que dá um toque único a esta cidade pré-colombiana. Em geral há poucos turistas e faz-se o percurso bem tranqüilamente em umas 2-2:30 horas. E quando encontramos alguém sempre fomos recebidos com grandes sorrisos e sonoros “buenos días” pois todos que vão até lá são verdadeiros “exploradores”.

De lá seguimos para Cuetzalán conforme planos. Porém a viagem que o google maps dizia demorar 2 horas, por conta das “ótimas estradas” (sarcastic mode on), da chuva e neblina, e a quantidade de caminhões, levamos 3 horas e meia. Tivemos a certeza que as 2 horas até Papantla também levariam muito mais. Passamos por Cuetzalán, e como não se via nada pela neblina decidimos não parar – uma pena pois parecia ser muito simpática – e muito menos ousamos ir até as ruínas de Yohualichán, pois sabíamos que o acesso era por uma estrada de pedras e que estaria complicado. Seguimos para Papantla de Olarte, e como desconfiávamos, foi também um trecho complicado, onde muitas vezes o não havia asfalto e muitos caminhões. Mas no caminho, nos deparamos com uns “niños” que cantavam “Villancicos de Navidad”:

Crianças festejam o Natal em Cuetzalán

Chegamos em Papantla por volta de 8 e meia da noite, e foi a única noite que não háviamos reservado hotel. Fomos até o Provincia Express que pelo Frommers, Lonely Planet e Tripadvisor parecia ser a melhor opção. Hotel estava em reforma mas os quartos limpos, com internet wireless, no Zócalo e por cerca de $40. Perfeito. Claro que foi um grande downgrade do La Purificadora, mas já era esperado ;).

El Tajín deixaria de ser sonho e se tornaria realidade. O clima estava completamente diferente de Teotihuacan, Cacaxtla, Cholula e Cantona. Muita umidade e um calor do tipo Rio de Janeiro, que já as 8 da manhã fazia qualquer um suar. Chegamos bem cedo e novamente fomos premiados com poucas pessoas no local.

Depois de visitar as ruínas, veríamos os “verdadeiros Voladores”. 6 pessoas fazem a performance. 1 toca a “flauta tambor” enquanto 4 voam. O sexto? É o que cobra pelo espetáculo (20 pesos por pessoa), dinheiro que ninguém ali reclama em pagar.

El Tajín é de difícil acesso, talvez a melhor forma de visitar seja voar de Mexico DF para Poza Rica de Hidalgo, mas para nós que gostamos de história, arquitetura e ruínas, valeu muito o “perrengue” que tivemos para chegar e para voltar, pois boa parte da volta para a Cidade do México também foi em estradas serranas com muitos caminhões, ou seja trânsito tartaruga.

A segunda parte de Mexico DF virá no próximo post.

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3 respostas em “México DF – Puebla – Cantona – El Tajín

  1. Philipp, lindo seu blog, com um design bem limpo e agradável de ler. Estava com vontade de combinar Teotihuacan com Puebla em um só dia. Pesquisei em algumas agências, mas achei U$350,00 um pouco salgado pelo passeio, é possível fazer de carro? As estradas são boas ou perigosas? Abs

    • Olá Nívia, obrigado pelo elogio. Mas como poder ver tenho andado sem tempo de escrever e tenho muitos relatos para fazer.

      Olha, Teotihuacan e Puebla em um dia só é demais na minha humilde opinião. Somente para as piramides para admirirar todo o complexo recomendaria pelo menos 3h. Puebla é grande o suficiente para merecer um dia todo. Ainda é preciso levar em conta que é possivel pegar transito na saida de Mexico DF e na entrada de Puebla (pegamos transito intenso na chegada a Puebla), sem contar os deslocamentos: uns 50km de DF até as piramides, 140km das piramides até Puebla, e mais uns 130km para voltar ao DF.

      As estradas destes locais sao boas, nao senti perigo algum. Eu dormiria pelo menos uma noite em Puebla, mas acredito que as duas que fizemos foi mesmo o ideal para tambem conhecer os arredores, principalmente Cantona.

  2. Vou repensar, pq realmente não tenho 2 dias, vou a Mérida no dia seguinte. O problema é que não queria combinar Teotihuacan com Guadalupe, pq realmente esta última não parece ser minha praia. De qualquer forma, só em saber que as estradas são boas, já é um alívio… Quem sabe vamos para Teotihuacan e de lá (se sobrar tempo) decidimos para onde ir… Obrigada!

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