Islândia – Reykjavík e Blue Lagoon

  1. Introdução e planejamento
  2. Reykjavík e Blue Lagoon
  3. Golden Circle (Geysir, Gulfoss, e Þingvellir)
  4. Norte (Mývatn, Krafla, e Dettifoss) e Eastfjords
  5. Sul (Jökulsárlón, Vík, Skógafoss)
  6. Razões para voltar

Desembarque KEF

Saindo do aeroporto de Keflavík (KEF) que fica a 50km de Reykjavík, a constatação que a previsão do tempo do dia anterior Infelizmente estava correta. O dia estava nublado e a deveria permanecer assim o dia todo.

Porém o tempo não seria um problema, pois a idéia era mesmo ir devagar no primeiro dia por conta do o nosso vôo “red-eye“. Depois de comprar algumas coisas no aeroporto, passar pela migração e alugar o carro, fomos até Grindavík (cerca de 23km de Keflavík) para tomarmos nosso café-da-manhã. Grindavík é uma vila de pescadores que tem uns 2800 habitantes. Fomos para lá apenas para fazer hora até as 10:00h que seria o horário que a primeira atração do dia abria.

Blue Lagoon (Bláa lónið)

Apenas a 6km de Grindavík, 19km do Aeroporto, e 45km de Reykjavík, Blue Lagoon é um spa geotérmico com águas ricas em dióxido de silício e enxofre (no início o cheiro incomoda um pouco, mas depois de poucos minutos já nos acostumamos). Ás águas deste complexo são quentes devido a atividade vulcânica e chegam ultra quente na usina geotérmica vizinha. Após ser utilizada para gerar energia elétrica e para aquecer a água de municipalidades vizinhas, ela chega ao spa em temperaturas médias de 38°C.

O azul é impressionante, porém no spa devido ao terreno argiloso não é tão cristalino quanto nos arredores. Infelizmente o tempo nublado (mas principalmente o relapso de não ajustar direito a câmera) fizeram com que as fotos não ficassem boas :(.

Ficamos umas 4 horas bebendo um vinhozinho, conversando, descansando, enfim relaxando em um spa vulcânico :D.

A entrada no spa e uma toalha custa EUR35, mas o mais interessante era o pacote por EUR48 que dava direito à um roupão, uma mascará para o rosto, e um drink (vinho ou cerveja). Siga a regra e tome um banho antes de entrar na lagoa e ao sair. Mais informações aqui.

Reykjavík

Uma cidade encantadora e com um ritmo devagar, provavelmente devido ao tamanho da população (pouco menor que a de Botucatu-SP). Em 1 dia pode-se ver os highlights, mas recomendo pelo menos 2, principalmente se a idéia for participar do Runtúr nos fins de semana.

Hallgrímskirkja é a maior igreja da Islândia com cerca de 75 metros de altura. Uma bela igreja Luterana localizada no centro de Reykjavík. O nome é uma homenagem ao clérigo e poeta Hallgrímur Pétursson, que escreveu os Hinos da Paixão uma colação de 50 canções religiosas para serem cantadas durante os dias úteis durante a quaresma. Foram necessários 38 anos para a contrução da igreja que ficou pronta em 1986, e seu foi inspirado em dilúvios basaltícos que podem ser observados em diversas áreas da Islândia.

Na frende da entrada príncipal da igreja está a estátua do explorador Leif Eriksson, que possivelmente foi o primeiro europeu a pisar em solo americano onde hoje é Newfoundland (Terra Nova) no Canadá, cerca de 500 anos antes de Colombo chegar às Américas. Na década de 60 excavações lideradas pelos noruegueses Helge Ingstad e sua esposa Anne Stine Ingstad encontraram evidências de um povoado Viking em Newfoundland, apesar de Colombo ainda levar os créditos pelo “descobrimento” das Américas (e claro Américo Vespúcio levou o nome, que confusão). Hoje o sítio arqueológico L’Anse aux Meadows onde foram encontrados os restos desta vila Viking é Patrimônio Mundial da UNESCO.

Outra curiosidade é que a estátua de Leif Eriksson é obra de Alexander Stirling Calder  e foi feita entre 1929 e 32, predatando assim a igreja. Muito provavelmente o nome “Calder” remete ao filho do Mr. Stirling Calder, que foi um dos mais importantes artistas americanos do século passado que também tinha como primeiro nome Alexander, adoro o circo dele.

No campanário da Igreja vê-se os telhados coloridos das casas de Reykjavík, mas aquelas nuvens cinzas insistiam em nos acompanhar pela capital.

A cidade é fotogênica, mas lembra aquelas nuvens cinzas? Mas andar pelas ruas de Reykjavík sem destino pode ser das mais interessantes experiências por lá. Casa coloridas, pequenos cafés, lojas de souvenirs, roupas, e design. a Laugavegur é a principal rua comercial da cidade, mas não espere algo muito grande :D.

O Harpa ainda estava em construção, na próxima visita tentarei assistir um concerto lá ;). O porto de Reykjavík não é dos mais bonitos, mas há umas obras de arte interessantes.

Próximo ao  Tjörnin (The Pond) está o National Gallery of IcelandFríkirkjan, e a Ráðhús (prefeitura) onde também há exibições de arte. Não conseguimos ir ao Perlan que fica um pouco afastado, onde disseram-nos que em dias claros as vistas são muito bonitas.

A “street art” (arte urbana) é notória em Reykjavík:

 

Restaurantes, Pubs, e Baladas:

Tívemos uma experiência fenomenal no Fiskfélagið (Fish Company) onde provamos um menú  degustação típico Islandês (Around Iceland). Se é para ter uma refeição top na Islândia, talvez este seja o melhor local. No Tripadvisor as resenhas são muito favoráveis, mas alguns reclamam do menu “Around the World”. Mas eu não iria para a Islândia para provar pratos típicos de outro país, para mim é como ir em um Japônes para comer picanha (ou em uma churrascaria para comer sushi) :P. Outro restaurante em Reykjavík que gostamos foi o Þrir Frakkar (3 Frakkar) onde comemos bons pratos típicos e cervejas Islandesas, é bem avaliado no no tripadvisor. Próximo à praça Ingólfstorg (uma das praças no centro), uma ótima opção para algo rápido ou drinks é o Café Paris.

Felizmente não há McDonald’s por lá. Para economizar um pouco, dado os altos preços dos restaurantes, a única rede de fast food que vimos foi o Subway, é possível alugar apartamentos (como o que ficamos) com cozinha e comprar os ingredientes nos supermercados, ou então enfrentar os hot-dogs (procure pelo Bæjarins beztu pylsur).

No centro há vários Pubs e “night clubs” onde nos fins de semana a energia estará em níveis altos.

Mais informações aqui.

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2 respostas em “Islândia – Reykjavík e Blue Lagoon

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